Nas cidades, a praça foi sempre um espaço vital para a socialização. Na Grécia de Sócrates e de Clístenes, foi na praça que as idéias eram discutidas e defendidas. Aquele espaço ao sol, ao ar livre e de livre acesso, servia para o debate público, para as tomadas de decisões. As discussões mais importantes para a sociedade aconteciam ali. Foi na praça que a democracia nasceu. Não foi a Grécia, foi a Ágora, o berço da democracia. Na Idade Média européia, a praça fazia parte da vida íntima da cidade. A vida social, política, cultural e dos negócios, regra geral, acontecia nas praças. As pessoas e seus anseios convergiam para o centro da cidade, tomando a praça como seu principal ponto de referência. A praça sempre foi, pois, o palco da vida real. Uma cidade sem praça seria uma cidade morta. Período marcado pela forte presença da Igreja Católica, seus templos faziam parte necessária da vida nas praças. O que hoje usamos como a "Praça da Igreja", correto seria, por sua origem, dizer "Igreja da Praça”. Na modernidade, os grandes eventos, os estabelecimentos comerciais, bancários e templos religiosos ainda seguem a cultura de circundarem as praças. Mesmo nas grandes cidades, as praças são referências para a sociedade local. Mesmo aqueles eventos importantes para nossa História que ali não começaram se encerraram numa praça ou pelo menos ali foram discutidos e repensados. A História da Bastilha, por exemplo, não aconteceu apenas na rua. A ela a praça deu guarida e nome. A importância das praças para a vida social é a História que nos revela, por sempre ter sido um lugar de encontro e humanização, talvez o mais democrático de todos. A praça é para amar, para sonhar, para brincar. Poucos locais deixam as crianças mais à vontade do que uma praça. O parque também é um espaço onde se brinca, mas lá, a brincadeira é cheia de regras, pois exige um comportamento padrão, dirigido pelos seus equipamentos que rotinizam a vida e vigiam as ações infantis. Diante deste contexto, a professora do 5º ano vespertino, Karina Gonçalves, coordenado pela psicopedagoga Ana Cláudia Campos( coordenadora da unidade escolar), iniciou no dia 25/04/2011 o “PROJETO DE HUMANIZAÇÃO DA PRAÇA CASTRO ALVES, objetivando reconhecer todos os elementos constitutivos da praça; Conhecer a sua história, posição geográfica, plantas e animais; Desenvolver a criatividade e a observação, numa visão lúdica transdisciplinar; entre outros.
As pessoas esqueceram de que a praça é necessária ao viver humano. Esqueceram-se de que nela a humanização ocorre e a socialização acontece. Esqueceram-se também, de que na praça o individualismo não prolifera, pois a praça ajuda a apaziguar os ânimos e alimentar o espírito público.
Texto: ANA CLÁUDIA CAMPOS GONÇALVES
Coordenadora Pedagógica


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