No sábado, dia 04 de junho, o prefeito de Itororó – Adroaldo Almeida – foi junto com a sua comitiva para região do João Dias entregar a escola rural Firmo Moreira, que foi reconstruída. A escola que estava interditada, com risco de desabamento, foi toda restaurada, ganhou móveis novos e uma sala com 4 computadores ligados a internet. Cerca de 80 crianças que frequentam a escola, nos turnos matutino e vespertino, foram beneficiadas com o novo prédio.
A região do Ribeirão de João Dias é a zona rural mais populosa do município itororoense. Segundo Leonardo Moreira, funcionário público que administra a área, “cerca de 100 famílias vivem ali, totalizando um numero de quase 600 pessoas que sobrevivem da agricultura familiar – cultivando cacau e criando gado de corte”.
Os moradores ficaram felizes com a atenção dada pelo poder executivo municipal, que além da nova escola, já levou pra aquela região o programa luz para todos (do governo federal) e maquinas para restaurar a estrada. Roberto Santos, morador da localidade desde criança, conta que “a escola era abandonada, não tinha banheiro e que o ensino era de péssima qualidade. Hoje a escola é outra, com qualidade e que foi praticamente derrubada e reconstruída”. Roberto ainda diz que “nem em seus mais lindos sonhos, poderia imaginar que um dia, a escola que ele estudou e agora educa seus sobrinhos, teria computador ligado a internet”.
Em seu discurso o alcaide garantiu que mais cinco escolas rurais receberão os laboratórios de informática ainda esse ano. A meta do gestor, é que até o final de seu mandato as 14 escolas rurais tenham máquinas ligadas à rede mundial de computadores.
“Eu já disse e repito: não sou fazendeiro, sempre fui à roça a passeio. Mas me preocupo com o povo que mora nessas localidades. Quando fui eleito prefeito, fui eleito para cuidar de todos e onde estiver morador de Itororó, nos limites do município, eu vou cuidar, vou investir, vou levar serviço público de qualidade”, disse Adroaldo.
“Minha escola agora está boa. As carteiras eram quebradas, feias e cheias de ‘taliscas’ (sic) soltas. Agora não, está tudo bonito, as carteiras são novas, agente tem computador, geladeira nova, está tudo bom. Dar gosto vir estudar”, contou o pequeno Gilvan dos Santos Pereira Junior, aluno da 4ª serie do ensino fundamental I, da escola Firmo Moreira.
A implementação de projetos que incluam o meio digital no sistema formal de ensino e nas demais esferas da vida pública se torna imprescindível, enquanto política pública, não só de inserção social e econômica, mas também de estímulo à participação política. Do contrário, as novas tecnologias e os frutos da revolução tecnológica só continuarão a ampliar o distanciamento entre ricos e pobres, aumentando a porcentagem de um outro tipo de analfabetismo: o digital. De acordo com Sérgio Amadeu da Silveira, "a exclusão digital ocorre ao se privar as pessoas de três instrumentos básicos: o computador, a linha telefônica e o provedor de acesso. O resultado disso é o analfabetismo digital, a pobreza e a lentidão comunicativa, o isolamento e o impedimento do exercício da inteligência coletiva" (SILVEIRA, 2001: 18). No entanto, como o professor vai conviver com estes aparatos tecnológicos que mais fascinam do que são incorporados de fato no cotidiano escolar? A idéia é que o educador seja um mediador da tecnologia, utilizando-a como apoio para atividades de ensino e pesquisa, mas também como objeto de estudo e questionamento das influências das novas tecnologias na sociedade. De acordo com a Educomunicação, esta seria a área da "mediação tecnológica na educação", compreendendo os procedimentos e as reflexões em torno da presença e dos múltiplos usos da tecnologia da informação na educação. E como pensar a incorporação das novas tecnologias em sala de aula? É necessário que as políticas públicas sejam pensadas em conjunto com gestores e professores das escolas, para que os projetos sejam elaborados de acordo com a realidade das mesmas, de seus alunos e professores. Torna-se, portanto, imprescindível a formação de formadores e alunos para as novas tecnologias; e a educação tecnológica não deve se deter numa visão meramente instrumental, pois esta formaria tecnocratas (pessoas a serviço da tecnologia), mas viabilizar a formação de pessoas que pensem na utilização da tecnologia em benefício do ser humano.
ResponderExcluirOUTRO PREFEITO ASSIM, SÓ SE ESTIVER AINDA A CAMINHO LÁ NO ANDAR DE CIMA( rsrs). UM GRANDE ABRAÇO ALMEIDA.